Por que o SIG para Saneamento

 

Para a redução de perdas de água é necessária a disponibilização de informações que permitam serem realizadas ações de engenharia de fato, evitando ações empíricas por parte da empresa de saneamento.

Para isso o SIG deve fugir do conceito de um SIG tradicional, onde existem linhas representando trechos de redes, nós representando componentes destas redes, como reservatórios, conexões, registros, etc. e pontos representando a conexão com os consumidores.

Isto só não basta.

É preciso que o SIG possua em si, o conceito de trecho de rede, onde um trecho está ligado ao nó, o ramal está ligado ao trecho de rede e este ao(s) consumidor(es). Tudo interligado, ou seja, deve existir a informação que um determinado consumidor está conectado ao ramal, que este ramal está conectado ao trecho de rede e que este trecho está conectado a dois nós em suas extremidades.

Assim, o SIG para saneamento passa a disponibilizar funcionalidades que um SIG tradicional não possui. Elencamos algumas delas:

  • Quando eu movo um nó de um trecho de rede, todas os trechos de rede que estão conectados a este nó movem juntos.
  • Ao mover este mesmo nó os trechos devem ser movidos e todos os ramais devem mover junto com os trechos, sem perderem a conectividade entre o ramal e o trecho de rede.
  • Ao desenhar um trecho de rede os nós em suas extremidades devem ser colocados automaticamente, com a inserção automática dos números inicial e final dos nós no trecho de rede desenhado.
  • Que ao desenhar um trecho de rede, automaticamente as cotas nos nós sejam inseridas.
  • Ao desenhar um ramal, o SIG deve imediatamente conectar-se em tempo real com o sistema comercial para que o consumidor seja automaticamente associado na extremidade do mesmo.
  • Que as demandas de consumo médias de cada consumidor sejam distribuídas para os nós nas extremidades de cada trecho de rede.
  • Que os materiais das redes sejam convertidos para as suas respectivas rugosidades.

Com estas informações, passa a ser possível uma exportação das informações do SIG para o software de simulação hidráulica, como é o caso do EPANET e com isso serem realizadas as simulações hidráulicas de pressões nas redes, calibração do modelo e consequentemente antes de aprovar a implementação de um conjunto de prédios, novos loteamentos, ou mesmo mudanças nas redes, que a simulação seja realizada antes da implementação das obras em campo.

Não é difícil encontrar casos em que interligações e ampliações de rede bem como a implementação de novos reservatórios, não atinjam o efeito anteriormente esperado em projeto. Recursos são gastos sem a certeza de obtenção dos resultados esperados, algumas vezes sendo difícil de remediar a situação posteriormente, forçando a empresa de saneamento conviver indefinidamente com a situação criada. Por exemplo uma bomba ter que continuar ser ligada constantemente, quando previa-se o desligamento da mesma depois de uma determinada intervenção. Neste caso, um custo de energia permanente e um investimento que não surtiu o devido efeito, o que gera prejuízo constante para empresa de saneamento.

Estes tipos de prejuízos geralmente não são contabilizados e por isso não sentidos mensalmente pela empresa, que passa a entender a situação como cotidiana.

Realizar engenharia de fato exige o fortalecimento da mesma dentro da empresa de saneamento, junto com o fornecimento de dados de forma adequada para que a mesma possa operar.

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